sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Mais senso crítico e Menos mimimi

Preste atenção no que você lerá abaixo: não é uma defesa e muito menos uma opinião contra.

Desde ontem abro minhas redes sociais e novamente a modinha de # sem senso crítico ganhou espaço. Achei a declaração da Ministra desnecessária, mesmo entendendo que foi uma cutuca na oposição, não era o momento. Assim como também achei desnecessário vários posts criticando. É sério que vocês vão ficar nesse minimi?! Não se esqueçam de que a modinha liderada primeiramente pelos artistas do #elenao fez com que o Bolsonaro ganhasse as eleições.
Desde que me entendo por gente neste mundo as cores azul e rosa sempre serviram para classificar um gênero: Chá Revelação: azul menino, rosa menina; Outubro rosa (prevenção ao câncer de mama) Novembro azul (prevenção ao câncer de próstata), mesmo acreditando que cor não é gênero, sigo amando e usando as duas cores quando eu bem entender, assim como entendo que cada um educa de acordo com seus valores.
Minha preocupação maior é a de ser uma pessoa melhor neste mundo, sabe como: não furo filas, não estaciono em lugares proibidos ou demarcados para pessoas com necessidades especiais, não abandono animais na rua (pelo contrário, eu e meus vizinhos, alimentamos alguns que são de rua e não querem um lar, com água, ração, banho e vacina), não puxo o tapete de ninguém, respeito e muito o jeito de ser de cada um, não aceito e muito menos ofereço propina e por aí vai. Faço a minha parte. Também protesto, vou direto na página do presidente, já que ele está tão acessível pelas redes sociais, protestar contra a nomeação do ministro da saúde: Luiz Mandetta. Esse sim merece várias # para cair fora do ministério, pesquisem a respeito dele, e, pesquisei também a respeito do prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli, esse sim é um exemplo de gestão a ser seguido e admirado. Pesquisem também o pessoal do NOVO, não somente o Zema, mas os deputados (estaduais e federais) que ganharam as eleições, essa turma tem feito um barulho bom. Desenvolvam o senso crítico e não percam o seu precioso tempo sendo massa de manobra de oposição para ser do contra porque é "cult". 


Precisamos crescer como país, gerar empregos porque ainda existem milhões de desempregados no nosso país, precisamos melhorar a saúde porque ainda existem milhões de pessoas morrendo sem acesso a ela, precisamos parar de formar analfabetos funcionais, porque de fato é pela educação que construiremos um país melhor. Isso sim merece um protesto e o nosso grito com uma porção de #.

Léia Viana

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A vida como ela se apresenta...

Eu já fui a “louca do Natal”, daquelas que gostava de tudo o mais temático possível e que exagerava nos presentes. Eu amava Natal. Mas, me entenda, não é que eu não curta mais, e sim, que ele significa outra coisa que neste momento não conseguirei defini-lo em uma única palavra ou em palavra composta. 
A ausência da minha mãe e do Godofredo contribuíram para isso. Não fiz do Natal uma data triste ou chata, pela primeira vez não expus nenhum enfeite em casa, não montei árvore, não coloquei pisca-pisca e muito menos guirlanda. Quem fosse à minha casa não perceberia o Natal lá porque ele não estava presente. Entretanto, cumpri o protocolo direitinho, fiz a sobremesa e o aperitivo para a noite, embalei presentes e me reuni com a minha família e a do meu marido que agora é também minha família. Comemos, bebemos, trocamos presentes, fizemos um divertido amigo secreto e eu segui sorrindo ao lado de pessoas queridas e de uma das pessoas mais importantes da minha vida: Minha Irmã.
Fiquei, porque não passou, com aquela sensação terrível de falta, mas não deixei que isso me fizesse sofrer e detonasse a noite de Natal. Os flashes das lembranças de natais passados vinham a todo o momento e eu não deixei que isso me dominasse. Olhei a minha volta e estava rodeada de pessoas que gostavam de mim e de minha irmã e que queriam a nossa presença ali.
Tive a consciência gigantesca de que nada é eterno nessa vida, nada! O “para sempre” não existe e o que importa nesta vida são os momentos vividos que se transformam em boas lembranças, que dependendo da nossa sensibilidade poderemos sorrir ou chorar sentindo a mesma coisa: saudades. 
Também aprendi (e continuo aprendendo), que a vida é muito breve, você pode falar com uma pessoa e dali cinco minutos ela se torna passado porque nunca mais ela estará ali para conversar com você, para abraçar você... Mas ela permanece dentro de você, nos momentos compartilhados que se tornaram lembranças, em uma comida, um lugar, uma música, uma cor... A pessoa e tudo que ela representou permanece viva dentro da gente. 

Léia Viana

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cataventos


“Rua dos Cataventos”

“Dorme, ruazinha...É tudo escuro...
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos

Dorme...Não há ladrões, eu te asseguro...
Nem guardas para acaso persegui-los
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos...

O vento está dormindo na calçada
O vento enovelou-se como um cão...
Dorme, ruazinha...Não há nada...

Só os meus passos...mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração...

(Mário Quintana)
Léia Viana

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Cotidiano



"...e eis que tenho na mão, flor do cotidiano, é voo de um pássaro é uma canção."
(Carlos Drummond de Andrade)

Léia Viana

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

As Mulheres São Mais Fortes

Para começar, gosto das mulheres. Acho que elas são mais fortes, mais sensíveis e que têm mais bom senso que os homens. Nem todas as mulheres do mundo são assim, mas digamos que é mais fácil encontrar qualidades humanas nelas do que no gênero masculino. Todos os poderes políticos, econômicos, militares são assunto de homens. Durante séculos, a mulher teve de pedir autorização ao seu marido ou ao seu pai para fazer fosse o que fosse. Como é que pudemos viver assim tanto tempo condenando metade da humanidade à subordinação e à humilhação? 

José Saramago, in 'L'Orient le Jour (2007)' 

A ilustração é da adorável e super talentosa Monica Crema.
Léia Viana

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Desafio literário: 12 livros para 2017 - 1/12



Título: Um Lugar Na Janela 2
Sobre: Relatos de Viagem
Escritora: Martha Medeiros
Editora: L&Pm Editores
Páginas 176




Eu literalmente viajo quando leio algo escrito por Martha Medeiros. Seu olhar sobre o mundo e suas palavras para descrever os sentimentos, a cultura, o ambiente me fascinam! Já li muitos livros citados em suas crônicas e foram leituras prazerosas.


“...no final das contas, não há quem não tenha um acervo pessoal de discos, livros, fotos, bilhetes e demais sinalizadores de como nos tornamos quem somos. Na improbabilidade de alguém reunir tudo isso numa sala de museu, há quem faça a curadoria da sua própria história através do Facebook.”

Não sou uma viajante, isso aconteceu muito pouco em minha vida até o momento, neste livro, sentei na poltrona ao lado da ”janela” e desfrutei de páginas e mais páginas de aventuras e fui sendo a expectadora do acervo de viagens dessa escritora que sempre me encanta com suas crônicas. Senti que, ao contrário do livro 1, neste Martha está mais sentimental, parece que as viagens contribuíram bem mais para os sentimentos dela, para o enriquecimento interno. 

“Eu viajo para resistir à hostilidade humana, à crueza dos costumes, ao tique-taque insano dos relógios. Viajo porque sou consciente do quanto viver é difícil e porque não quero ser engolida pela descrença e pela desesperança. Viajo para celebrar a vida no que ela tem de mais sagrado: suas sutilezas, delicadezas, instantes mágicos, sintonias.”

Gostei muito, fiquei com vontade de fazer as malas e traçar uma rota pegando dicas de lugares que Martha foi. Curtir as pessoas, sua cultura, olhar novas paisagens e sair do lugar comum. Experimentar o novo que as viagens nos proporcionam.

Leitura recomendada!

Léia Viana

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Para Ti

Foi para ti 

que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas" 

Léia Viana